sala de aula

Dar resposta à falta de docentes, garantindo a qualidade da Educação e do Ensino
Propostas da FENPROF

A cada ano que passa sem que o governo tome as medidas necessárias, o problema da falta de professores profissionalmente habilitados vai-se agudizando. O número de lugares em contratação de escola atinge já mais de um milhar em 2020-21 (quatro vezes mais em relação ao ano letivo passado.

Relogio200x200px1.º Ciclo do Ensino Básico

Contra os abusos e as ilegalidades nos horários de trabalho

Os intervalos são uma pausa que integra a componente letiva

A Circular Conjunta DGAE/DGE de 27 de junho de 2017 veio repor a legalidade em relação ao intervalo no 1º Ciclo. Assim, “cada agrupamento de escolas gere, no âmbito da sua autonomia, os tempos constantes da matriz, para que o total da componente letiva dos docentes incorpore o tempo inerente ao intervalo entre as atividades letivas”.

Desta forma, o docente titular de turma tem um horário de 22,5 horas + 2,5 horas de intervalo, totalizando as 25 horas letivas.

cidadania

FENPROF concorda com a obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento

O Conselho Nacional da FENPROF, reunido em Lisboa nos dias 3 e 4 de setembro, aprova, por unanimidade, esta primeira reação sobre a disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento.

cadeirasOrganização do próximo ano lectivo: ME desrespeita a segurança de professores e alunos, para além de anunciar medidas pedagogicamente muito discutíveis

A partir de Setembro, as turmas serão constituídas sem qualquer redução do número de alunos, mesmo aquelas que o distanciamento físico entre pessoas ditaria. Segundo o ministério, a haver distanciamento, ele será de 1 metro e se possível. Acresce a esta violação das normas ditada pela Direcção-Geral da Saúde e aplicada, recentemente, no ensino secundário, que, no 1.º Ciclo, os alunos deixarão de usar máscara, naturalmente incómoda, mas indispensável, ainda mais estando a verificar-se que o número de crianças infectadas com Covid-19 tem estado a aumentar.

coronavirus1.º CEB: A pandemia não pode servir para suprimir e não efectivar direitos

Num tempo inesperado e para o qual ninguém estava preparado, os professores do 1º Ciclo estiveram, também, comprometidos com os alunos e suas famílias, na busca das melhores respostas. Com crianças tão pequenas, esta tarefa foi muito exigente! Assistiu-se, por isso, com o E@D, a um agravamento significativo das suas condições de trabalho, quer a nível dos horários, quer a nível de volume de trabalho, perante inúmeras solicitações dos órgãos de gestão, de alunos e de encarregados de educação, reduzindo, drasticamente, o tempo pessoal, de descanso e de família.

1cebPropostas e Reivindicações da FENPROF para o 1.º CEB
Afinal, que tem o governo a propor aos docentes em regime de monodocência? Ou será que os professores apenas são lembrados em períodos eleitorais?

A FENPROF e os seus Sindicatos têm propostas e reivindicações claras, construídas a partir das sugestões dos professores nas escolas, em reuniões, em conferências ou nos seus congressos, que constam da Carta Reivindicativa dos Docentes do 1º Ciclo, que já foi apresentada aos partidos políticos, aos grupos parlamentares e aos governantes.

ConfImprensa Out2019Professores em luta contra o sobretrabalho e as ilegalidades

Abusos e ilegalidades nos horários dos docentes são, este ano, em maior número e de maior gravidade. Greve ao sobretrabalho, que hoje se inicia, poderá prolongar-se até final do ano lectivo. Inicia-se hoje a greve dos educadores e professores a todas as actividades que, à margem das leis, lhes sejam impostas para além das 35 horas de trabalho semanal.

 

FENPROFDados da DGEEC confirmam preocupações
FENPROF reforçará exigências junto do futuro governo

Os dados divulgados pela DGEEC, no documento Educação em números – Portugal 2019, confirmam o envelhecimento dos professores no ativo, bem como a redução do número de alunos no sistema. Denunciam que, na atual Legislatura, pouco ou nada foi feito para o rejuvenescimento do corpo docente das escolas nem para a criação de condições mais favoráveis às boas aprendizagens.

SalaAulaO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO NÃO PODE PARAR NO TEMPO

[Celeste Duarte, Coordenadora regional do SPRC do 1.º CEB, membro do Conselho Nacional da FENPROF]

 

Refletir, repensar e debater o sistema de ensino português é uma necessidade, cada vez maior e mais sentida, nos órgãos, entidades e profissionais a ele ligados, visto que este se reveste de primordial importância para o desenvolvimento do país.

Se pensarmos particularmente no 1º Ciclo do Ensino Básico, esta questão parece ganhar ainda mais premência, como já reconhecia publicamente, por exemplo, Guilherme d’Oliveira Martins, enquanto Ministro da Educação, considerando então que, mexer “no 1º Ciclo é por si só um enorme e complexo problema”.

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