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17 de Junho: BOA PROFESSORES!

Hoje os professores portugueses mostraram mais uma vez ao Governo que “Os Professores Unidos Jamais Serão Vencidos!” A adesão à greve geral dos professores, na região centro, atingiu níveis históricos, com uma forte adesão em todos os níveis de educação e ensino. A percentagem de adesão na região centro atinge níveis entre os 85 e os 90% em termos globais.

Muitas escolas/agrupamentos estão com adesões a cima dos 90% e são várias em que nenhum professor respondeu à convocatória geral. Este é o dado mais importante do dia de hoje, sendo que há muitas escolas/agrupamentos em que nenhuma sala de exame funcionou ou funcionou parcialmente e muitas em que o número de salas de exame é inferior às que não puderam funcionar. Mesmo nas escolas em que os exames se realizaram, a percentagem de adesão atinge níveis históricos de 80%, 90% e mesmo 95%. Tal deve-se ao facto de uma pequena minoria de professores, que quebraram perante a pressão do MEC, terem garantido o exame para algumas centenas de alunos.

O Governo voltou a mostrar a enorme irresponsabilidade ao manter exames para o dia de Greve Geral dos Professores, no qual ficou, mais uma vez, claro o elevado grau de descontentamento, a determinação e a coragem de cerca de 90% dos professores portugueses que continuam a resistir à pressão ilegítima e até a tentativas mais ou menos veladas de pôr em causa o direito à greve.

O governo vai ter de explicar porque usou a desinformação, porque levantou falsas suspeitas sobre os professores e os seus Sindicatos e porque desvalorizou a enorme força deste movimento de luta, sem igual nos últimos 10 anos.

Saudamos todos os professores em greve, pelo elevado grau de profissionalismo, e todos os alunos a quem, infelizmente, o governo não garantiu toda a estabilidade de que necessitariam para que pudessem vir a realizar o seu exame num dia em que estivessem garantidas todas as condições de equidade.

Saudamos também pais e encarregados de educação e alunos que se associaram aos professores em inúmeras escolas, manifestando-se na rua, tomando posição em defesa da Escola Pública de Qualidade. Saudamos todas as organizações sindicais que, dos quatro cantos do mundo, apoiam a luta dos professores portugueses e escreveram ao primeiro ministro Passos Coelho para que inverta as suas posições, contrárias aos objectivos que unem toda a comunidade educativa. Saudamos os muitos membros dos órgãos de direcção das escolas, que se associaram a esta luta, sem medo, e fizeram greve. Apelamos aos professores que, vacilando perante a enorme pressão que lhes foi exercida, não resistiram e trabalharam hoje, para que nos próximos dias, em greve ao serviço de avaliações voltem à greve e se juntem à maioria, seus colegas.

Compete ao governo, agora, assumir as suas responsabilidades. É inevitável que inverta a sua posição relativamente às justas e exequíveis exigências dos docentes portugueses, com uma certeza: os professores, como estão a provar hoje e provaram ao longo da última semana e na Manifestação do passado sábado, estão determinados a continuar a lutar.

A Direcção do SPRC

 > Consulte aqui os dados de adesão à Greve Geral dos Professores na região centro  <

 

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