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Leitores das Universidades Portuguesas entregam Carta Aberta ao Ministro da Ciência e do Ensino Superior

Os Leitores das Universidades Portuguesas têm procurado por todos os meios garantir um direito que deveria ser inalienável. O de, sendo uma necessidade permanente, terem direito ao emprego estável. Nesse sentido, o SPRC e a FENPROF têm feito, com os Leitores das Universidades Portuguesas, todos os esforços para que, demonstrando que os custos com a vinculação de Leitores não implicam um aumento da despesa, o MCTES legisle sobre a sua vinculação.

Do ministro vieram as promessas e os compromissos de resolução do problema em Janeiro de 2018.

Seis meses depois, após uma reunião envolvendo Leitores de várias instituições, surgiu a proposta de uma Carta Aberta que será entregue no MCTES (Lisboa), no dia 14 de Junho, às 10.30 horas, por um grupo de Leitores, sendo subscrita por mais de 60 Leitores.

É essa Carta Aberta que, a pedido dos Leitores subscritores, divulgamos. 

Estamos certos que da parte dos/as senhores/as jornalistas e dos órgãos de comunicação social haverá o maior cuidado no acompanhamento desta iniciativa, designadamente da sua divulgação pública, até pelo seu carácter inédito, chamando-se a atenção para o facto de os seus subscritores corresponderem à quase totalidade dos Leitores a abranger pela medida defendida.

Com os melhores cumprimentos,

Pel’Os Leitores subscritores

Claúdia Ferreira, Universidade de Aveiro (TM: 963 700 375)
Claudia Ascher, Universidade de Coimbra (TM: 960 261 498)

Nota: As Leitoras indicadas estão disponíveis para prestar quaisquer informações sobre este processo


 

CARTA ABERTA

Ex.mo Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Professor Doutor Manuel Heitor

Lembra-se de nós?
Somos Leitores de Universidades Portuguesas e em Institutos Politécnicos e já por duas vezes tivemos a oportunidade de reunir com V. Exa para dar a conhecer os problemas que nos afectam e, com o Senhor Ministro, resolver a nossa situação profissional que é, seguramente, a mais volátil das situações do ensino superior e, por isso, altamente precária. 

Estamos a trabalhar há 10, 20, 30 anos como leitores nas instituições de ensino superior. Ensinamos, como os nossos colegas, corrigimos testes, como os nossos colegas, orientamos teses, como os nossos colegas, mas não temos direito a qualquer medida que permita termos estabilidade profissional, apesar de sermos declaradamente necessários para o sistema de ensino superior. Temos contratos precários, contratos a termo, renováveis anualmente. 

Senhor Ministro,
Certamente, lembra-se das suas palavras. 

Disse-nos que esta situação não era aceitável e prometeu resolvê-la rapidamente, até janeiro de 2018. Foi há quase um ano que assumiu este compromisso.

Lembra-se das suas palavras? 
No final do ano passado, interpelado por vários deputados, disse, na Assembleia da República, que a situação dos Leitores “está praticamente resolvida” e que estaria tratada “no início de 2018”. Estamos em Maio.

Lembra-se de nós?
Após décadas de trabalho dedicado ao ensino de línguas (e não só!), não sabemos se ainda teremos emprego no próximo ano letivo, caso o Senhor Ministro não intervenha.

Lembra-se das suas palavras?
É para resolver. É para agir já ou o ensino de línguas nas Universidades Portuguesas estará em perigo sério. E as vidas dos Colegas também.

Senhor Ministro,

Tenha a coragem de fazer o mais simples – vincular os Leitores. Tal não representará qualquer acréscimo remuneratório, sendo, por isso, fácil ultrapassar o que será, certamente, o maior obstáculo.

Os/As Leitores/as das Universidades Portuguesas

Alberto Sismondini (Universidade de Coimbra); Ana Belén Cao Míguez (U. Beira Interior); Ana Setién Burgués (Universidade Aberta); Andreia Filipa Lázaro Sarabando (Universidade de Aveiro); Andrew Vincent Packet (Universidade de Coimbra); Antoinet Brink (Universidade de Coimbra); Beatriz Moriano Moriano (Universidade Nova de Lisboa); Blanca Martín-Calero Medrano (Universidade dos Açores); Christina Philomène Léa Marie-José Dechamps (Universidade Nova de Lisboa); Claudia Elisabeth Ascher (Universidade de Coimbra); Claudia Maria Pinto Ferreira (Universidade de Aveiro); Danielle Marie-Christine Place Oliveira (Universidade Nova de Lisboa); David William Hardisty (Universidade Nova de Lisboa); Debora Riccim (Universidade Nova de Lisboa); Fernanda Andrade (Universidade do Minho); Fernando Jorge dos Santos Martinho (Universidade de Aveiro); Francisco José Fidalgo Enríquez  (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro); Guilhermina Augusta Pelicano Jorge (Universidade de Lisboa); Inês Tadeu (Universidade da Madeira); Isabelle Duarte Simões Marques (Universidade Aberta); Jean-Pierre Antoine Léger (Universidade Nova de Lisboa); João Paulo Abreu Silva (Universidade do Minho); John David Mock (Universidade de Coimbra); John Havelda (Universidade de Coimbra); José León Acosta Carrillo (Universidade de Lisboa); Katrin Herget (Universidade de Aveiro); Margaret da Costa Seabra Gomes (Universidade de Aveiro); Maria Clara de Almeida Pedro de Jesus Oliveira (Universidade do Minho); Maria Jesus Fuente Arribas (Universidade de Aveiro); María Luisa Aznar Juan (Universidade de Coimbra); Maria Margarida Amado dos Santos Baltasar Nunes Acosta (Universidade de Lisboa); Maria Natália Fernandes Nunes (Universidade do Minho); Maria Neus Lagunas Vila (Universidade Nova de Lisboa); Marie Eulalie Monteiro Pereira (Universidade de Coimbra); Martina Dorothee Merklin (Universidade de Lisboa); Nadia Machado (Universidade do Minho); Noemí Pérez Pérez (Universidade de Aveiro); Nora Heitmann (Universidade de Lisboa); Otília Maria Caldas Rocha (Universidade de Aveiro); Patrícia Martins de Almeida (Universidade do Minho); Paula Alexandra Carvalho Alves Rodrigues Horta (Universidade de Lisboa); Pedro Santa Maria de Abreu (Universidade Nova de Lisboa); Rachel Ann Clare Evans (ISCTE); Ran Mai (Universidade de Aveiro); Rodney George Peach (Universidade de Coimbra); Rolf-Jürgen Köwitsch (Universidade Nova de Lisboa); Shiv Kumar Singh (Universidade de Lisboa); Timothy John Robertson Oswald (Universidade de Aveiro); Vanessa Marie Burke Boutefeu (Universidade Nova de Lisboa); Vera Maria San Payo de Lemos (Universidade de Lisboa); Zlatka Timenova-Valtcheva (Universidade Nova de Lisboa)

Apoiam a Carta Aberta: Amélia Carvalho (Universidade do Minho); Ana Patricia Rossi Jiménez (Universidade de Coimbra); Andrea Riedel (Universidade de Lisboa); Anette Kind (Universidade do Porto); Cátia Pinto Teixeira (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro); Diana Mary Silver (Universidade de Coimbra - Aposentada); Elena Gamazo Carretero (Universidade de Coimbra); Elfriede Engelmayer (Universidade de Coimbra - Aposentada); Françoise Michèle Élise Bacquelaine (Universidade do Porto); Jasmin Mbambo (Universidade de Lisboa); Jens Liebich (Universidade de Coimbra); Marina Khabenskaya Couto dos Santos (Universidade de Aveiro); Mirta dos Santos Fernández (Universidade do Porto)

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