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Foi a luta dos Professores que forçou estes resultados. Terá de ser a luta a servir os nossos objectivos

À saída da reunião com o governo, ontem 11 de julho, as organizações sindicais de professores afirmaram que as negociações só tinham sido retomadas por força da luta dos professores. É importante o papel que professores e educadores tiveram, têm e continuarão, seguramente, a ter neste processo reivindicativo, pelo que a luta não terminou e a procura de uma solução para sair deste impasse deve basear-se em processos negociais transparentes e sujeitos ao sufrágio dos professores.

 

Daí que seja justo afirmar-se que a participação dos professores na consulta que ocorreu nos primeiros dias de julho (mais de 50.000 professores e educadores), a par da fortíssima luta que desenvolveram, anulando dezenas de milhares de reuniões de avaliação tenham sido determinantes para que o Governo tenha:

-sido obrigado a sair de uma posição inflexível em relação à contagem do tempo de serviço e, pela primeira vez, não tenha posto de lado a possibilidade de ser recuperado todo o tempo de serviço cumprido pelos professores;

- aceitado que fosse constituída uma comissão técnica de verificação dos valores envolvidos na recuperação integral faseada, onde será possível provar a sustentabilidade da posição dos professores e dos seus sindicatos;

- acordado fixar um calendário negocial, já a partir de setembro e com término antes da apresentação da proposta de OE na Assembleia da República, de forma a que o Orçamento do Estado para 2019 já compreenda verbas necessárias para o início dessa recuperação;

- percebido que os professores não abdicam de um dia do tempo que o governo manifestou querer apagar – 9 anos, 4 meses e 2 dias;

- tomado consciência de que a luta dos professores irá prosseguir, com os professores a transportarem, para o início do próximo ano letivo, toda a força que têm posto na luta, continuando a lutar até que o governo assuma a contabilização integral do tempo de serviço congelado.

Para as organizações sindicais de professores e educadores, que entregaram pré-avisos de greve às reuniões de avaliação para o período entre 18 de Junho e 13 de Julho, é muito importante que os professores ponham termo às suas tarefas relativas ao presente ano lectivo, tenham o seu merecido descanso e renovem as forças para não só regressarem nas melhores condições à sua normal actividade em Setembro, mas também para deixarem claro que não vão abdicar de nem um dia dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de que são credores, mas também para que se registem avanços em matérias de aposentação e do combate ao enorme desgaste que se verifica na profissão e para que as questões do combate à precariedade tenham desenvolvimentos que vão muito para além das tímidas respostas que o ME lhes tem dado.

É muito importante que os professores tenham consciência, como têm, de que a luta não está terminada porque as respostas do governo ainda não o permitem.

O desbloqueio verificado é um passo para que as negociações decorram de outra forma, mas será a pressão que for exercida através da luta reivindicativa que levará à obtenção dos resultados que, justamente, os professores exigem.

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