banca estrangeira

Crescimento económico em Portugal

Crise no sector bancário cada vez mais dominado pela banca estrangeira 

"Para se compreender a importância do sector bancário numa economia é preciso ter presente, como é habitual dizer-se, que ele está para a economia como o sistema circulatório está para o corpo humano, pois a banca, para além de permitir as transacções correntes do dia-a-dia, é, ainda, através dela, que se canaliza a poupança acumulada para o investimento, sem o qual não há crescimento económico nem desenvolvimento." 

Neste estudo de Eugénio Rosa, o economista, que presta assessoria à Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, utiliza "dados oficiais” com os quais prova que a parcela do financiamento do “sector não financeiro” (Administrações Públicas, Empresas Públicas, Empresas privadas e Particulares, ou seja, famílias) financiada pela banca, representa menos de metade do dívida total do “sector não financeiro”, tendo crescido, entre 2015 e Maio de 2019, apenas 3% (+9.338 milhões €). Um "aumento determinado exclusivamente pelas Administrações Públicas, cujo financiamento pela banca aumentou 52,5% (+30.425 milhões €) pois, entre 2015/2018, o financiamento pela banca das Empresas públicas diminuiu 33,3% (-3.697 milhões €); o das Empresas privadas reduziu-se em 11,2% (-13.217 milhões €); e o a Particulares caiu 3,2% (-4.183 milhões €)”.

Por outro lado, utilizando dados oficiais, mostra-se que "a posição dos bancos exclusivamente com capital português (CGD e Banco Montepio) no conjunto dos 6 maiores bancos a operar em Portugal (CGD, BCP, Santander, BPI, Novo Banco e Montepio), tem diminuído de uma forma rápida (apenas 31% no fim do Maio de 2019), sendo a redução em relação à CGD preocupante, pois, entre 2015 e primeiro semestre de 2019, passou de 29,1% para apenas 25,1%, acentuando, de uma forma rápida, o domínio do sector bancário português pela banca estrangeira, pondo, assim, em risco o crescimento económico sustentável e independente do país, pois os principais centros de decisão estão no estrangeiro."

Os lucros apresentados pela banca, face à queda do negócio bancário (crédito) têm sido conseguidos à custa do massacre dos depositantes (taxas de juro zero ou próximas de zero e multiplicação de comissões) e por via do fecho de centenas de agências e do despedimento ou da imposição de pré-reformas ou reformas antecipadas a milhares de trabalhadores.A CGD tem sido, infelizmente, um exemplo paradigmático (fecho de centenas de agências e redução de milhares de trabalhadores), do que foi feito na banca para alcançar lucros não sustentáveis com que nem o governo, nem quem o apoiou ou apoia se preocuparam ou preocupam, intervindo de uma forma concreta, com actos e não apenas com declarações esporádicas."

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