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6 de outubro de 2023: Professores e Educadores em Greve pela Profissão e pela Escola Pública


O governo continua a não atender às propostas das organizações sindicais de professores, que visam valorizar a profissão docente e melhorar as suas condições de trabalho:

  • a carreira docente não foi recomposta;

  • a precariedade não foi eliminada;

  • os abusos e as ilegalidades nos horários de trabalho arrastam-se;

  • o envelhecimento da profissão não para de aumentar;

  • o desumano regime de Mobilidade por Doença não foi alterado;

  • a abertura do ano letivo 2023-2024 foi das piores dos últimos anos;

  • há escolas em que falta um elevado número de professores e alunos a quem faltam vários professores;

  • não se apresentam medidas para resolver os problemas da monodocência;

  • obrigam-se professores com anos de experiência a fazer um inútil período probatório;

  • não foi eliminada a carga burocrática que pende sobre os professores; as escolas perderam horas do seu crédito global;

  • movem-se processos e expedientes que visam impedir ou constranger a ação sindical e a luta dos professores…

  • cereja no topo do bolo, o ME pretende baixar o nível da formação inicial de docentes.

O governo e o Ministério da Educação não respeitam os professores; não respeitam quadros legais que vigoram e impõem a sua discriminação relativamente a outros docentes e a outros trabalhadores.


As organizações sindicais de docentes têm demonstrado a máxima disponibilidade para negociarem soluções para os problemas, aceitando a sua aplicação faseada quando as mesmas acarretem custos de maior peso. Contudo, Ministério da Educação e governo, não estão abertos à negociação dessas soluções, rejeitando as propostas e a disponibilidade das organizações sindicais.


Não é tolerável esta situação e a greve que se convoca para 6 de outubro, último dia da Semana Europeia dos Professores e dia seguinte ao Dia Mundial do Professor é um grito de alerta aos governantes, no sentido de mudarem a atitude que têm mantido até agora, de confronto com os professores.


Poucos dias depois desta greve será apresentada na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2024. Se nela não estiverem contempladas verbas para responder aos problemas que os professores querem ver resolvidos, então, de grito de alerta, a greve de 6 de outubro passará, apenas, a ser a primeira do presente ano letivo, dando continuidade ao processo de luta que há muito os professores vêm desenvolvendo. A escolha é do governo e do Ministério da Educação!

Lisboa, 4 de outubro de 2023

As organizações sindicais

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

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