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Escolas identificam dificuldades na concretização dos planos de recuperação

Num ano letivo, mais uma vez, atípico, exigem-se medidas, de novo, excecionais.


FENPROF critica o facto de não se reconhecer que os défices que persistem nos estabelecimentos de educação e de ensino não foram provocados pela Covid-19, têm, na sua origem, outros problemas, ainda que esta os tivesse agravado


O ano letivo de 2021-2022 seria, segundo o Ministério da Educação, o da implementação de planos de recuperação pelas escolas, no âmbito do designado Plano Escola+ 21|23. Para a FENPROF, a principal crítica prende-se com o facto de não se reconhecer que os défices que persistem nos estabelecimentos de educação e de ensino não foram provocados pela Covid-19, têm, na sua origem, outros problemas, ainda que esta os tivesse agravado; a principal dúvida era se as escolas poderiam contar com os recursos necessários para implementarem as medidas que entendessem necessárias.


A FENPROF decidiu apurar, junto das direções dos agrupamentos de escolas e de escolas não agrupadas, quais as condições e meios reunidos para concretizarem os planos que elaboraram, caso essa planificação tenha ocorrido, tendo hoje elementos mais sólidos sobre o sucedido, em resultado das cento e catorze (114) respostas obtidas no levantamento que efetuou. Verifica-se, desde já, que os problemas não se esgotam nas condições reunidas (ou não), mas nas caraterísticas, mais uma vez atípicas, de um ano letivo que teve um primeiro período com centenas de turmas em isolamento e muitos estudantes, docentes e trabalhadores não docentes em intermitência presencial; um ano letivo cujo segundo período se iniciou com o número de novas infeções diárias a atingir as dezenas de milhar, uma quinta vaga cujo pico só foi atingido já em fevereiro, com forte impacto nas comunidades escolares.


Face ao que atrás se refere, é natural que se coloquem perguntas como:


I) A situação epidemiológica que tem afetado as escolas ao longo do ano letivo em curso garante que, no final, os alunos terão condições para realizar exames e provas finais de ciclo como se de um ano normal já se tratasse?


II) Que medidas de exceção deverão ser tomadas?


III) As escolas reuniram as condições necessárias para concretizar os seus planos de recuperação, tendo em conta a prevalência da Covid-19 e a adequação dos recursos disponibilizados?


IV) Os constrangimentos que se têm colocado ao ano letivo em curso, permitem que ele seja o primeiro dos dois previstos para recuperar perdas acumuladas nos anteriores?


A estas questões, a FENPROF procurará dar as respostas possíveis numa Conferência de Imprensa em que dará a conhecer o resultado do levantamento que realizou sobre os planos de recuperação elaborados pelas escolas. A FENPROF convida os/as Senhores /as Jornalistas a acompanhar esta iniciativa que ocorrerá no Porto, Sede do SPN (Edifício Cristal Park), dia 24 de fevereiro, às 11:00 horas.


Posteriormente, a FENPROF divulgará os resultados deste trabalho e as gravações de vídeo com as participações de Mário Nogueira, Secretário-geral da FENPROF, e de Manuela Mendonça, Presidente do Conselho Nacional e coordenadora do grupo de trabalho sobre esta matéria.


O Secretariado Nacional da FENPROF

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