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SPRC/FENPROF realiza plenário no Instituto Politécnico de Viseu

Na passada quarta-feira o SPRC/FENPROF realizou um plenário (online) de professores e investigadores no Instituto Politécnico de Viseu. Durante o plenário, foram discutidos vários assuntos de interesse relacionados com o poder de compra dos salários, a precariedade e os concursos de progressão.


Relativamente aos salários, é notório que a classe de professores e investigadores das instituições de ensino superior tem vindo a ser severamente castigada ao longo dos últimos anos. Com a atualização de 3% prevista no orçamento de estado de 2024, os nossos salários irão perder 7,5% do seu poder de compra, segundo cálculos publicados pelo semanário Expresso. Mais uma vez, são os professores e investigadores aqueles que mais sofrem com os cortes e as atualizações sempre abaixo da inflação. Ainda sobre as questões salariais, foi dado conta de várias propostas do SPRC/FENPROF para igualarem as tabelas remuneratórias entre universidades e politécnicos, corrigindo assim uma injustiça que dura há tempo demais.


Esta situação decorre, também e em grande medida. da estagnação das carreiras. Os concursos de progressão são poucos e as subidas de escalão apenas beneficiam poucos, uma vez que o Estatuto da Carreira exige avaliação máxima durante 6 anos seguidos. O SPRC/FENPROF tem-se batido para acabar com esta regra absurda. Quem atinge 10 valores deve progredir de forma obrigatória! Por outro lado, são necessários mais concursos para que haja um maior equilíbrio entre professores adjuntos, coordenadores e coordenadores principais. E estes concursos devem ser transparentes e refletirem as necessidades da instituição.


A precariedade é um flagelo que atinge particularmente o IP de Viseu. De acordo com os dados mais recentes da DGEEC (2022) havia no IP Viseu 189 assistentes e 98 professores adjuntos convidados, o que representa uma taxa de precariedade perto dos 50%. O SPRC/FENPROF não nega a necessidade de docentes convidados, mas dentro de valores aceitáveis e não desta dimensão. O SPRC/FENPROF tem insistido junto do governo para a necessidade de um programa extraordinário de regularização de vínculos, para acabar com falsos convidados a trabalhar nas instituições há cinco anos ou mais, e resolver ao mesmo tempo a situação dos investigadores, onde a taxa de precariedade atinge os 90%. Sabemos que a precariedade proporciona todo o tipo de abusos. Têm chegado ao sindicato queixas de docentes com excesso de horas ou mesmo colegas doutorados contratados como assistentes!


Outro assunto discutido foi a possibilidade de os Institutos Politécnicos conferirem grau de doutoramento. Esta é seguramente um conquista mais do que justa que o SPRC/FENPROF apoiou desde a primeira hora. Não basta contudo valorizar as instituições. É necessário valorizar aqueles que todos os dias dão o seu melhor para aumentar o seu prestígio e a produção científica.


É neste sentido que o SPRC/FENPROF trabalha, na defesa dos professores e investigadores que são o verdadeiro e mais importante pilar da ciência!


Contamos com todos. Juntos somos mais fortes!

A SEGURANÇA, O APOIO E A CERTEZA DE INTEGRARES UM PROJETO SOLIDÁRIO!

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