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Sucessivos adiamentos na reabilitação das escolas provoca situação irreparável com a morte de uma aluna em Seia


Ontem, 11 de janeiro, na Escola Secundária de Seia, um acidente resultou na perda da vida de uma jovem. O Sindicato dos Professores da Região Centro/FENPROF associa-se a toda a comunidade educativa, manifestando as suas condolências à família, em primeiro lugar, mas também à escola, aos seus colegas, professores e pessoal não docente deste estabelecimento de ensino.


Tratando-se de um acidente, a morte de uma jovem adolescente que deveria ter pela frente uma vida de realizações, nas condições em que tal ocorreu, revela incúria de responsáveis políticos pela área da Educação. Neste caso, a inexistência de condições físicas ajustadas à utilização dos espaços frequentados por crianças e jovens, como são as escolas e jardins de infância, terá motivado uma situação que, infelizmente, é irreparável. Como parece ser evidente, salvo a existência de melhor opinião, as características da porta que esteve envolvida neste acidente terão sido fatais, o que já deveria ter motivado a sua substituição. E quantas serão as condições análogas existentes um pouco por todo o país?


Sintomático da incúria em matéria de construções escolares é, também, a listagem, a classificação e os processos de utilização das verbas do PRR, agora destinadas para este fim. O prazo limite de 10 anos é, também ele, demonstrativo da forma com que estas matérias são tratadas.


Ou seja, pode o ME usar a pompa e circunstância que quiser para passar uma imagem que não consegue fazer vingar, com o anúncio de 451 escolas que serão intervencionadas pelo Estado. Porém, não pode esconder o atraso e a insuficiência da medida, num país em que o parque escolar não pode esperar 10 anos, considerando apenas, daquelas, 7,8% como de intervenção muito urgente. Entretanto, outros acidentes poderão surgir, repetindo o infortúnio de uma jovem que, ontem, quando se deslocou para a escola levava consigo sonhos que nunca poderá alcançar.


A Direção do SPRC


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