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- FENPROF pronuncia-se sobre a proposta do governo para as Aprendizagens Essenciais das disciplinas do Ensino Básico e Secundário
Termina hoje o processo de Consulta Pública das Aprendizagens Essenciais das disciplinas do Ensino Básico e Secundário, promovido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Nesse sentido, a FENPROF enviou esta manhã ao governo a sua apreciação global às propostas apresentadas. A FENPROF, sem pretender desempenhar um papel que compete às associações profissionais e científicas, não pode deixar de fazer algumas considerações globais às propostas em discussão pública relativas às Aprendizagens Essenciais do Ensino Básico e Secundário, não só tendo em conta o conteúdo das mesmas, mas também o contexto atual, particularmente no que se refere ao programa, declarações e medidas tomadas pelo atual governo. Em síntese, para a FENPROF “o que está em causa configura uma inflexão relevante no paradigma curricular: passa-se de um modelo aberto, que reconhecia os seus próprios limites e criava espaço efetivo para o exercício da autonomia pedagógica, para um modelo mais prescritivo, fortemente orientado para a avaliação, assente numa intensificação da digitalização das práticas e com reforçada capacidade de regulação sobre o trabalho docente”. “Esta mudança não é neutra: a centralidade atribuída à avaliação tende a estreitar o currículo e a induzir práticas de ensino mais instrumentais; a aposta numa digitalização precoce, sem evidência consolidada dos seus benefícios, pode comprometer processos de aprendizagem fundamentais e condicionar o desenvolvimento cognitivo; e o reforço dos mecanismos de controlo colide com a construção de respostas pedagógicas contextualizadas. Sem um debate público consistente, sem investimento nas condições de trabalho nas escolas e sem garantias efetivas de autonomia pedagógica, esta evolução arrisca não só não resolver problemas estruturais, como aprofundá-los, afastando-se de uma melhoria sustentada da qualidade da Escola Pública”, conclui o parecer da FENPROF. Por fim, a FENPROF não deixa de registar a inexistência de orientações específicas para o grupo de recrutamento 360 - Língua Gestual Portuguesa: “uma omissão que suscita interrogações quanto ao lugar atribuído a esta disciplina no quadro das políticas educativas nacionais, sobretudo num contexto em que se afirma a importância da inclusão, da diversidade linguística e do direito à educação em condições de equidade”. Lisboa, 28 de abril de 2026 O Departamento de Informação e Comunicação da FENPROF
- Arranca a Semana de Reflexão e Luta: agir pela profissão, defender a Escola Pública!
24 de abril. Arranque da semana de reflexão e luta que decorrerá em centenas de espaços em todo o país. Hoje, em Aveiro, realizou-se o plenário distrital convocado neste âmbito e que conta com a presença do ex-secretário geral da FENPROF, Mário Nogueira, e da presidente do Conselho Nacional, Anabela Sotaia. Em debate estão o processo de revisão do ECD, as propostas do governo e as que a FENPROF apresentou com base naquelas que são as posições dos professores sobre os vários assuntos, construídas em reuniões locais , nas escolas e agrupamentos, em grandes e pequenos plenários. Nesta iniciativa organizada pelo SPRC/FENPROF será dada a possibilidade de os professores se pronunciarem, através de um inquérito para todos os docentes, sobre quais devem ser as posições a assumir sobre as propostas do governo e sobre as formas de luta a levar a efeito depois desta semana em que todos somos chamados a intervir e a manifestar as nossas opiniões. No final do plenário, tal como acontecerá em todos os momentos desta semana, será posta à votação uma moção. Texto da moção: https://a690920a-5f1a-436b-80a0-c2782f2cae18.usrfiles.com... Acesso ao questionário on-line: https://dados.fenprof.pt/index.php/2426?newtest=Y ALGUNS APONTAMENTOS DE MANIFESTAÇÃO PÚBLICA JI e EB de Orjais - AE Teixoso | EB de Canhoso - AE A Lã e a Neve | Trancoso
- Mapas de pessoal: não te deixes enganar!
MECI e alguns Sindicatos desdobraram-se a desmentir a FENPROF, em relação aos receios do que pode vir a acontecer com o fim dos quadros e a sua passagem para mapas de pessoal. Com muita antecipação demos essa informação aos professores e explicámos porquê. Ora, afinal, quem estava a enganar quem? E porquê? Se nãolutarmos contra a intenção do ministro/governo, os quadros vão mesmo acabar,. POIS, AGORA O “GATO ESCONDIDO” DESCOBRIU “O RABO”! ... e o ministro reconheceu-o no dia 20 de abril, embora queira passar a ideia de que são “apenas palavras”. Sabemos que não! É que o enquadramento jurídico de uns e outros são diferentes, com efeitos e consequências diferentes. A comprová-lo, num slide de uma apresentação que o ministro está a utilizar em reuniões com os diretores das escolas/agrupamentos é afirmado que um dos “pilares” da transformação” é a passagem a “mapas de pessoal”. O gato deixou o “rabo de fora”! Com os mapas de pessoal virão: – a transferência para a TRU (Tabela Remuneratória Única da Administração Pública); – a maior flexibilização dos vínculos e a sua dependência da manutenção do posto de trabalho; – o fim do corpo especial dos professores; – a transferência de mais poderes para os diretores em matéria de seleção de pessoal; ... entre muitos outros aspetos! Intenções de desvalorizar a profissão e de subverter a carreira combatem-se com a nossa ação. TEMOS RAZÃO. NÃO DEIXES A LUTA PARA UM AMANHÃ SEM SENTIDO!
- INFORMAÇÃO AOS PROFESSORES: sem transparência, sem negociação séria e sem respeito pelos professores, temos de voltar à luta!
Imagem WIX: Unidos pela profissão - carreira justa O que se passou na reunião da passada segunda feira, 20 de abril, com o MECI, não pode deixar os professores indiferentes — e exige uma resposta firme, esclarecida e coletiva. Desde logo, é inaceitável que, mais uma vez, tenhamos participado numa reunião sem que, da parte do governo, haja uma proposta articulada das suas ideias e sem que tenha sido disponibilizado qualquer documento escrito com os conteúdos apresentados. Apenas slides, atrás de slides em sucessivas reuniões que nem são, sequer, de negociação. Continuamos, assim, impedidos de analisar com rigor propostas que poderão ter um impacto profundo na vida profissional de milhares de docentes. Foi agendada nova reunião para o próximo dia 27 de abril, mas nem sequer é certo que, até lá, venha a ser apresentado um projeto de articulado. Na reunião, o próprio Ministro assumiu a condução da apresentação, limitando-se a expor, através de um conjunto muito reduzido de diapositivos, ideias gerais para alterar o modelo de concursos (DL 32-A). Repetiu o discurso de que o sistema atual é ineficiente, responsabilizando-o pela demora nas colocações e até pela existência de alunos sem aulas — uma leitura simplista que ignora anos de opções políticas que fragilizaram a escola pública e desvalorizaram a profissão docente. O modelo apresentado assenta em princípios que, sendo enunciados de forma aparentemente positiva — como a estabilidade do corpo docente ou o direito à mobilidade —, escondem soluções que levantam sérias preocupações. Desde logo, a introdução dos chamados “mapas de pessoal” e a redefinição dos mecanismos de colocação podem traduzir-se numa maior precarização e numa gestão mais administrativa e menos transparente das carreiras. A proposta de divisão do concurso em dois "procedimentos concursais" — um interno/externo para necessidades permanentes, incluindo também a mobilidade interna, e um procedimento contínuo para necessidades temporárias — levanta igualmente fortes reservas. Por um lado, persistem dúvidas essenciais sobre os mecanismos de vinculação, nomeadamente o futuro da norma-travão e da vinculação dinâmica. Por outro, o chamado “procedimento concursal contínuo”, com colocações diárias e um sistema automatizado de seleção, aproxima-se perigosamente de um modelo de contratação desregulada, semelhante à contratação de escola, ainda que centralizado. A possibilidade de candidaturas permanentes ao longo do ano e a resposta quase imediata a necessidades identificadas podem, na prática, fragilizar direitos, aumentar a instabilidade e colocar em causa critérios de justiça e transparência conquistados ao longo de décadas. Acresce que necessidades permanentes que surjam durante o ano letivo serão tratadas como temporárias, adiando a sua resolução estrutural e perpetuando situações de precariedade. Ao mesmo tempo, é avançada a ideia de que a mobilidade interna poderá ser esvaziada, sem garantias de que o apuramento de vagas venha, de facto, a ser rigoroso e justo. Perante este cenário, não há margem para passividade. O que está em causa não é apenas um modelo de concursos: é a defesa da dignidade da profissão docente, da estabilidade das escolas e do direito dos alunos a um ensino de qualidade. Sem transparência, sem negociação séria e sem respeito pelos professores, qualquer reforma será sempre motivo de desconfiança e contestação. É, por isso, fundamental que todos os docentes se informem, acompanhem este processo e se envolvam ativamente na defesa dos seus direitos. A história mostra que nenhum direito foi conquistado sem luta. Este é um momento decisivo que exige unidade, participação e determinação. O Secretariado Nacional
- SPRC solidário na celebração dos seus 44 anos
Mário Nogueira (presidente da Mesa da Assembleia Geral do SPRC) e Rawan Sulaimani (Embaixadora da Palestina) No dia em que completou 44 anos de existência, a opção do SPRC foi assinalar a data com uma iniciativa de solidariedade com um povo que está a ser vítima de genocídio, com crianças, jovens e menos jovens a perderem tudo, incluindo os sonhos, a esperança e, para muitos milhares, a própria vida. Nesse sentido, em parceria com a USC/CGTP, CPPC, MPPM e Projeto Ruído, o SPRC organizou a deslocação a Coimbra da Embaixadora da Palestina em Portugal para uma sessão que encheu a Casa Municipal da Cultura de gente solidária com a causa palestiniana, que compreende o fim da ocupação, liberdade, justiça e o reconhecimento dos direitos, desde o de soberania aos individuais, designadamente à educação, à saúde e ao exercício de uma cidadania plena. Aproveitando a deslocação de Rawan Sulaimani a Coimbra, foram feitos diversos contactos institucionais que permitiram outras tantas reuniões: com a direção da União dos Sindicatos de Coimbra na Casa Sindical, com a Câmara Municipal num dos salões mais nobres da edilidade, com a Reitoria da Universidade de Coimbra na Sala do Senado e com a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra na sala de reuniões Francisco Salgado Zenha. Nas reuniões, a Embaixadora da Palestina fez um breve relato sobre a situação que se vive no seu país, um Estado que é reconhecido por Portugal, e ouviu sinceras e emocionadas declarações de solidariedade por parte das várias entidades, que estiveram representadas ao seu mais alto nível. Foi, ainda, possível estabelecer contactos para iniciativas concretas bilaterais a desenvolver no futuro. A sessão final, em que estiveram presentes muitos jovens e também os quatro palestinos que estudam na Universidade de Coimbra, terminou com uma certeza por parte de quem participou: a Palestina vencerá! Para concluir esta intensa jornada de solidariedade, o SPRC ofereceu um prato em loiça de Coimbra, no qual se regista o aniversário do Sindicato e também a sua solidariedade com a Palestina. A solidariedade com a causa palestina, por parte do SPRC e da FENPROF, não é de agora, pois a agressão a que aquele povo tem estado sujeito tem quase oito décadas. Em contacto com os sindicatos de professores palestinos tem sido possível apoiar o seu trabalho junto dos professores, em diversos aspetos da sua vida pessoal e profissional. Na Palestina, principalmente em Gaza, foram destruídas 90% das escolas, deixando 660 000 crianças e jovens sem acesso à educação, conforme foi denunciado pela UNICEF. Cerca de 20 000 estudantes já foram abatidos, bem como centenas de professores. Para além das escolas, também as universidades e bibliotecas foram destruídas. Ainda de acordo com a UNICEF, mais de 50 000 crianças já foram mortas em Gaza, a maior parte baleadas, mas muitas por subnutrição e outras por frio. Em 22 de abril, dia em que decorreu este ato de solidariedade em Coimbra, foram mortas mais 5 pessoas em Gaza, 3 das quais crianças. Unicef/Rawan Eleyan |Crianças palestinas participam de uma atividade escolar num centro de aprendizagem temporária em Gaza apoiado pelo Unicef Um dia preenchido, cheio de emoções, em que a Embaixadora da Palestina estabeleceu importantes contactos com a União de Sindicatos de Coimbra, a Direção Geral da Associação Académica/DG-AAC, a Câmara Municipal de Coimbra, Reitoria da Universidade de Coimbra e com a comunicação social. No final, realizou-se uma cerimónia de comemoração dos 44 anos do SPRC na qual se falou de solidariedade, do povo palestino e do genocídio que o governo israelita executa sobre a população do Estado por si ocupado da Palestina.
- ESCLARECIMENTO – REPOSIÇÃO DA VERDADE
10 mil, o número mágico do ministro da Educação? O ministro da Educação voltou a referir, em audiência na Comissão de Educação e Ciência e durante a apresentação de um PowerPoint — que parece ser uma especialidade do MECI — o “número mágico” dos 10 mil docentes. Agora não como professores em falta ou disponíveis, mas como docentes que terão transitado do ensino privado para o público, o que, alegadamente, pretende insinuar que a carreira docente está em evidente processo de valorização. Convém, no entanto, não confundir repetição com veracidade: tal como noutras ocasiões, o número surge desacompanhado de comprovação, talvez por excesso de confiança nos efeitos comunicacionais dos diapositivos. E a memória recente não ajuda a credibilizar a informação — basta recordar que, na anterior referência aos tais 10 mil docentes que estariam “disponíveis” e que, saindo do Norte, resolveriam o problema da falta de professores, o entusiasmo estatístico se reduz substancialmente perante a realidade. Com efeito, no início do terceiro período estavam por colocar cerca de 5 mil docentes nas listas de não colocados nas Reservas de Recrutamento, o que não confere grande credibilidade à cifra da dezena de milhar. Um número mágico que engana Mais do que discutir números que aparecem e desaparecem, conforme a conveniência do discurso, talvez fosse útil entrever o que o ministro opta por não dizer. É que a mobilidade de docentes do ensino particular e cooperativo para o ensino público dificilmente se explica por uma súbita atratividade da carreira docente no Estado. Explica-se, isso sim, pela degradação progressiva das condições de trabalho e de carreira no setor privado, algo com que sucessivos governos têm sido coniventes e que este se prepara para agravar ainda mais com o pacote laboral, ao contrário da FENPROF que reivindica a aproximação das condições de exercício ao setor público, em que, acrescente-se, é urgente uma assumida valorização. Durante anos, muitos destes professores que exercem a profissão no privado foram confrontados com o aumento dos horários letivos, cortes salariais e alterações contratuais que fragilizaram profundamente a sua estabilidade profissional, o que vem sendo facilitado pelas normas da caducidade da contratação coletiva impostas no Código de Trabalho. Tudo isto em nome de uma racionalidade económica que ali transformou a educação num negócio e os docentes num custo a reduzir — uma espécie de “gestão eficiente” onde a qualidade do ensino é variável de ajuste. O resultado é conhecido: despedimentos, sobrecarga de trabalho e uma crescente distância face às condições praticadas no ensino público. A saída de docentes do privado não se prende com a valorização da carreira no público que o MECI continua a protelar, mas com a especial degradação da condição dos docentes que exercem funções em estabelecimentos do ensino privado e cooperativo ou no setor social. Estranhamente — ou talvez não —, este contexto está ausente dos diapositivos ministeriais. Tal como raramente se menciona que organizações internacionais têm vindo a recomendar a convergência das condições de trabalho entre os setores público e privado, precisamente para evitar o cavar de assimetrias. No discurso oficial, também não se fala do longo período de caducidade do Contrato Coletivo de Trabalho do Ensino Particular e Cooperativo, entre 2015 e 2022, marcado por forte pressão das entidades patronais e por um evidente desequilíbrio negocial. Não é, de todo, um detalhe menor. A este propósito, foi elucidativa a intervenção do representante do ensino privado, que assegurou não existir falta de professores no setor. O verdadeiro problema, segundo afirmou, é que este setor não pode contratar quem bem quiser para dar aulas por falta de autorização para o fazer. Ou seja, no limite, o obstáculo não seria a escassez de docentes, mas a existência de regras mínimas para o exercício da profissão. Ainda assim, a negação da falta de professores referida não reflete totalmente a realidade. Verificam-se, em muitas escolas do setor privado, grandes dificuldades na contratação de professores qualificados ou na retenção dos professores com mais experiência. Para contornar esta instabilidade do corpo docente, algumas direções têm de recorrer ao pagamento de remunerações acima do previsto no Contrato Coletivo de Trabalho ou ao aumento da carga horária letiva, a que se junta a contratação de professores sem habilitação profissional. Por conseguinte, a sobrecarga dos horários e a falta de docentes habilitados comprometem seriamente a qualidade do ensino, resultando na consequente saída em massa para o ensino público. É precisamente neste desfasamento entre a realidade das escolas e o discurso oficial que talvez resida o ponto mais revelador de todo o debate: quando a solução implícita para a falta de professores passa por baixar o nível de exigência ou o agravamento dos horários de trabalho letivo, percebe-se que o problema não está apenas nos números apresentados, mas na forma como se encara a própria profissão docente. E isso, convenhamos, não cabe em nenhum PowerPoint — nem sequer com animações. Lisboa, 23 de abril de 2026 O Secretariado Nacional
- O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) nasceu a 22 de abril de 1982 por vontade dos Professores e cresceu com eles
Passados 44 anos de atividade incessante nas mais diversas frentes (luta reivindicativa, negociação, formação), sempre na defesa dos interesses dos educadores e professores, o SPRC está muito ligado à classe docente da região centro pois "é o legítimo herdeiro e continuador das tradições sindicais do centro do país". Ocupa um espaço de reconhecida importância e intervenção. É uma organização aberta, que respeita a pluralidade de opinião dos professores e que não se abstém nunca de intervir, tal como determinam os seus Estatutos, no plano social e cultural. Em 1983, realizou-se o Congresso Constituinte da FENPROF, a que o SPRC adere. Um Congresso que teve a presença do Presidente da República, General Ramalho Eanes. No seu 2.º Congresso, em 1986, a FENPROF recebe o Presidente da República Dr. Mário Soares e no VI Congresso foi lida uma mensagem do Presidente da República Dr. Jorge Sampaio. Em 2016, por ocasião da realização do 12.º Congresso Nacional dos Professores, o Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem, na qual explicita o reconhecimento da importância dos professores nas sociedades e a necessidade de serem apoiados, saudando os delegados ao Congresso. Em 2022 realiza-se o 14.º Congresso Nacional dos Professores. Em 1987 o SPRC leva a cabo o 1.º Congresso dos Professores do Centro. A partir daí, apesar de não ter correspondência estatutária, realizaram-se diversos Congressos dos Professores do Centro, onde se aprovaram resoluções e moções que têm sido tomadas sempre pelas direções do SPRC como apoio à sua ação e reflexão. No plano regional, o 7.º Congresso, realizado em 2005, nos dias 14 e 15 de Abril, em Aveiro, assumiu o SPRC como uma força social imprescindível para a Democracia, para a defesa dos Direitos dos Professores, Educadores e Investigadores, para a afirmação de uma esquerda interventiva e para o desenvolvimento social, económico e educativo da região e das suas populações. Neste quadro rejeitou uma visão corporativa da profissão docente e impulsionou a unidade dos professores sem tutelas político-ideológicas como forma de combater tentativas exteriores à classe de controlo interno da profissão. O 7.º Congresso estabeleceu as bases dinâmicas de melhor organizar a vida sindical para defender os docentes e a escola pública de qualidade, democrática e inclusiva e salientou que as mudanças que fazem falta ao país são possíveis com uma acção sindical decisiva, contra as políticas de sentido neoliberal, pela afirmação do poder do Povo pelo voto e através do condicionamento político dos programas eleitorais dos partidos, com um combate tenaz à crise da Educação que garanta a estabilidade e a qualidade educativa, com a estabilização profissional dos docentes e com o reforço do SPRC e da FENPROF e o envolvimento e determinação geral dos professores e educadores. Ficará, certamente, assinalado o papel insubstituível do SPRC no plano sindical e educativo português. Esta matriz, marcadamente de esquerda, que o SPRC assume desde a sua fundação e que foi aprofundada com as resoluções tomadas no Congresso de 2005, situa-se na defesa dos mais legítimos interesses dos trabalhadores, por considerar que só uma justa repartição da riqueza e o reforço da soberania e da democracia nacional poderá conduzir a um Portugal capaz de se desenvolver, de reforçar uma perspetiva solidária entre gerações. O crescimento económico com o apoio à produção nacional e o reforço do investimento numa área crucial para o desenvolvimento, como a Educação e a Ciência, são objetivos da intervenção do SPRC quer quando da sua intervenção no plano geral dos trabalhadores, quer no plano específico dos docentes e investigadores. A intervenção do SPRC foi sempre coerente com os seus princípios e a sua matriz. A sua independência face aos partidos políticos e a sua intervenção assente na defesa da Escola Pública e dos Professores e Investigadores revelou-se determinante para que tivesse sido, efetivamente, oposição a governações desastrosas que iniciaram uma profunda crise e prosseguiram uma total subjugação à ditadura do BCE/FMI. O combate ao empobrecimento do Povo e a luta pelos serviços públicos e pela afirmação dos direitos gerais dos trabalhadores e específicos dos docentes, a par da defesa do direito de todos à Educação e à Formação, inspiraram a organização e a luta promovidas pelo SPRC no interior da classe. De 2005 até aos dias que vivemos, sempre o SPRC soube utilizar estas orientações como forma de agir e de estar na vida política e sindical. Daí que seja seguro afirmar-se que a mudança política ocorrida em 18 de maio, com um significativo crescimento da direita e extrema-direita e a formação de um novo governo AD, põe em perigo as conquistas de Abril e o Portugal Democrático. É, por isso, de enorme importância a manutenção de um Sindicato interveniente, consistente, de confiança, que assente a sua atividade nos locais de trabalho com os trabalhadores que representa. Essa é a principal tarefa, a de prosseguir o reforço da organização dos núcleos sindicais de base e mobilizar os docentes e investigadores com a esperança de que só a unidade em torno do SPRC garante uma intervenção que dê esperança e renove a capacidade de fazer da Escola um local de eleição. Em 22 de Abril de 2026, o SPRC faz 44 anos. Viva o SPRC! Vivam os docentes e investigadores!
- 23 DE ABRIL: Plenário nacional de esclarecimento sobre a última reunião no MECI
A FENPROF participou esta segunda feira na reunião negocial convocada pelo governo, no âmbito do processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, dedicada ao Tema 2 do protocolo negocial e, em particular, ao modelo de recrutamento e colocação de docentes. Foi através de mais um powerpoint que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação apresentou às organizações sindicais a sua "prova de conceito" para a revisão da legislação subsidiária do tema 2 do processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, ou seja, as suas intenções para a revisão da legislação dos concursos e contratação de professores. Francisco Gonçalves diz que subsistem muitas dúvidas quanto à forma de implementação dessas novas medidas, que o próprio MECI ainda não conseguiu esclarecer. O que parece estar claro nas intenções do governo é a substituição dos quadros de pessoal docente das escolas por mapas de pessoal, situação que a FENPROF não irá aceitar. Na quinta-feira, 23 de abril, a partir das 17 horas, realiza-se o habitual plenário online de esclarecimento aos professores e educadores. Para aceder, basta clicar neste link no dia 23 de abril a partir das 17 horas. TENTA ESTE LINK https://us06web.zoom.us/s/87122224431 (Se não conseguires, entra através da página do SPRC ou da FENPROF)
- Concurso Nacional 2026/2027: Aperfeiçoamento
Após o prazo dado aos Agrupamentos para proceder à 1.ª validação das candidaturas aos Concurso Nacional 2026/2027, os candidatos podem fazer o aperfeiçoamento das suas candidaturas , caso surja a necessidade de corrigir dados inseridos inicialmente, durante os dias 21 e 22 de abril . Os candidatos devem consultar o Aviso de Abertura para verificarem os dados que podem ser corrigidos. Caso não seja submetido qualquer pedido de aperfeiçoamento, a AGSE assumirá que o candidato aceita os dados introduzidos e a respetiva validação e prosseguirá com a candidatura. Importante: para evitar a exclusão do concurso (incluindo da contratação inicial e reservas de recrutamento no caso do concurso externo), os candidatos devem ter o cuidado de verificar se têm a candidatura válida após 1.ª validação. Se estiver parcialmente inválida ou inválida, devem proceder à correção dos dados.
- 22 de abril: Embaixadora do Estado da Palestina em Portugal visita Coimbra
Inclui reuniões institucionais e SESSÃO PÚBLICA às 18h00 A Embaixadora do Estado da Palestina em Portugal, Dr.ª Rawan Sulaiman, estará em Coimbra no próximo dia 22 de abril, para um conjunto de contactos institucionais e para participar numa sessão pública, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura. Esta deslocação tem como objetivo prestar informações atualizadas sobre a situação nos territórios palestinianos ocupados por Israel, que continua a agravar-se, nomeadamente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, onde persistem colonatos ilegais. Pretende igualmente reforçar a solidariedade para com a causa do povo palestiniano, que luta pela sua soberania e pela reconstrução do seu Estado, em conformidade com as resoluções da ONU, que preconizam a retirada de Israel dos territórios ocupados, a evacuação dos colonos, a reparação dos danos causados e a concretização da solução de dois Estados. A agenda da visita inclui: 11h00 – Reunião com a Direção da União dos Sindicatos de Coimbra (USC) e representantes de sindicatos; 14h30 – Reunião com o Executivo da Câmara Municipal de Coimbra; 16h30 – Reunião com a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra; 18h00 – Sessão pública na Casa Municipal da Cultura. As reuniões decorrerão nas sedes das respetivas entidades. A sessão pública integra as comemorações do 44.º aniversário do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) e integra também o programa das Comemorações Populares do 25 de Abril, em Coimbra. A iniciativa é organizada pelo SPRC, em parceria com a USC, o CPPC, o MPPM e o Projeto Ruído. Contamos com a vossa presença. A Direção do SPRC
- FENPROF decide endurecer a luta, acusando o MECI de desrespeito institucional pelos docentes
O Conselho Nacional da FENPROF, reunido nos dias 20 e 21 de março, analisou a grave situação que se vive na Educação, marcada pela ausência de respostas a problemas de enorme magnitude, como a persistente manutenção de milhares de alunos sem aulas, e por uma política que insiste na desvalorização da profissão docente por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Perante um processo negocial com conteúdos muito negativos por parte do governo e um padrão inaceitável de desrespeito institucional — traduzido na sistemática desconsideração das propostas apresentadas pela FENPROF —, o Conselho Nacional decidiu avançar com novas formas de ação e luta, considerando que se impõe uma forte intervenção dos docentes em defesa da valorização que exigem e que é, como está à vista, da maior urgência. As medidas discutidas pelo Conselho Nacional da FENPROF na reunião de 20 e 21 de março foram vertidas para uma Resolução , que foi aprovada por unanimidade e aclamação, e anunciadas pelos secretários-gerais em conferência de imprensa. Documentos aprovados pelo Conselho Nacional da FENPROF - 20 e 21 de março de 2026 Ficheiros Resolução do Conselho Nacional de 20 e 21 de março de 2026 Declaração de Apoio e Solidariedade com todos os docentes, alunos e trabalhadores das Instituições Cubanas de Educação, Ensino e Investigação Declaração de solidariedade com o Dia Internacional da Trissomia 21 CALENDÁRIOS DE LUTA E PLENÁRIOS CONVOCADOS PARA A SEMANA DE AÇÃO E LUTA
- A Mediação Linguística no Ensino das Línguas
Ação de Formação de Curta Duração (ACD) New Perspectives in ELT: Mediation in Theory and Classroom Practice” 29 de maio de 2026 09h15 - 13h15 ACD de 4 horas, online, para os professores dos grupos 120, 220 e 330, para a qual se poderá inscrever aqui , até 25 de maio Os contextos educativos de hoje são cada vez mais heterogéneos, caracterizando-se por aprendentes com perfis académicos e repertórios linguísticos e culturais muito diversificados. Torna-se, por isso, fundamental abraçar estratégias de ensino-aprendizagem que tenham em conta o plurilinguismo e o pluriculturalismo presentes nas escolas. Nesse sentido, várias entidades europeias têm desenvolvido iniciativas que exploram e disseminam metodologias de ensino-aprendizagem mais atuais, que encaram a diversidade como uma mais-valia para a aprendizagem e não como um entrave. Por exemplo, no domínio do ensino de línguas, a mediação linguística surge como uma abordagem que reconhece esta diversidade, tendo, por isso, vindo a ser amplamente recomendada, nomeadamente na versão mais recente do Quadro Europeu de Referência para as Línguas (QERL). Segundo o QERL, a mediação linguística é uma estratégia através da qual o/a aprendente de uma língua utiliza uma ou mais línguas para co-construir significado, transmitir conhecimento, facilitar a compreensão de textos ou conceitos e auxiliar a comunicação entre pessoas, reconhecendo-se assim o/a aprendente como indivíduo plurilingue e como agente social, capaz de usar os seus múltiplos recursos linguísticos para aprender e ajudar a aprender (QERL, 2020). Esta ação de formação de curta duração visa atualizar e aprofundar o conhecimento profissional dos docentes no âmbito da didática da língua inglesa, desenvolvendo competências teóricas e práticas relacionadas com a mediação enquanto conceito e prática educativa. Procura ainda valorizar práticas que promovam o plurilinguismo e o diálogo intercultural, bem como fomentar a reflexão sobre abordagens e perspetivas contemporâneas no ensino e aprendizagem da língua inglesa. Pode consultar o programa aqui .













