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Cerca de 90% das escolas sem aulas!


Greve Nacional da Administração Pública

Uma grande resposta de todos os trabalhadores com enorme impacto nas escolas.

A Greve Nacional da Administração Pública teve uma elevada adesão nos diversos setores, o mesmo acontecendo na Educação, com cerca de 90% das escolas sem aulas.


Os efeitos desta greve foram sentidos nos jardins de infância, nas escolas básicas e secundárias e, também, no ensino superior, onde muitos docentes e investigadores aderiram à greve.

Para este dia praticamente sem aulas contribuiu a conjugação da greve dos docentes com os não docentes, tendo a adesão dos trabalhadores não docentes provocado, mesmo, o encerramento total da esmagadora maioria das escolas em que não houve aulas.


O nível de adesão à greve na Educação, como na generalidade da Administração Pública, confirma o mal-estar dos trabalhadores. Este é fruto da infame política do governo para esses trabalhadores e para os serviços públicos em geral. Infame porque destrutiva e perversa. O subfinanciamento, a par de opções políticas de organização e funcionamento dos serviços e da desvalorização das profissões e das carreiras negam o discurso de governantes que se dizem defensores dos serviços públicos.


A Administração Pública está presente na vida dos cidadãos, desde que nascem até que morrem. Da maternidade ao registo, da escola à saúde ou à justiça… a vida das pessoas depende, em larga medida, da capacidade de resposta dos serviços públicos, estando esta dificultada pelos problemas antes referidos: subfinanciamento, desorganização e desvalorização das profissões, com relevo para a profissão docente. Para os cidadãos, as consequências mais visíveis são a falta de professores nas escolas, a falta de profissionais nas unidades de saúde, a demora na justiça ou a falta de respostas em muitas outras áreas, como a cultura, o ambiente ou, até a segurança social.


A Educação, mais uma vez, fez o que tinha de fazer: uma Grande Greve. Seria de esperar, agora, que o governo entendesse que terá de alterar profundamente as suas políticas para a Administração Pública, valorizando-a, rejuvenescendo-a e garantindo-lhe futuro. Da parte dos trabalhadores, onde se incluem os professores, educadores e investigadores, se tal não acontecer, o que teremos será mais luta, umas vezes específicas e outras em convergência com trabalhadores de outros setores, sempre que os objetivos sejam comuns, como aconteceu com a greve de hoje.


As próximas ações já estão marcadas: 11 de novembro, participando nas manifestações que a CGTP promove no Porto e em Lisboa; 13 de novembro, com concentração e desfile até à Assembleia da República, no dia e hora (14:30) em que o ministro da Educação ali estará a defender o indefensável: o orçamento previsto para a Educação em 2024.



Lisboa, 27 de outubro de 2023

O Secretariado Nacional da FENPROF

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