Governo prepara ataque às pensões e à Segurança Social. É preciso travá-lo!
REFORMADOS e PENSIONISTAS em luta!
8 de Outubro - 10H00
COIMBRA - B
stá em marcha mais uma ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e contra a Segurança Social pública. O Governo pretende alterar as regras das pensões, prolongar a idade da reforma e abrir caminho a soluções que colocam em causa a proteção social de quem trabalha e trabalhou durante uma vida.
O discurso de que é necessário reformar a Segurança Social para garantir a sua sustentabilidade não pode servir para justificar a retirada de direitos. Os trabalhadores não podem ser chamados a pagar, uma vez mais, o preço de opções políticas que favorecem os interesses económicos e financeiros.
Quem trabalha tem o direito a saber, com clareza, o que está em causa.
Se a idade da reforma continuar a aumentar, muitos trabalhadores serão obrigados a permanecer no mercado de trabalho até mais tarde, apesar do desgaste físico e psicológico provocado por décadas de atividade profissional. Se as regras forem sucessivamente alteradas, quem hoje desconta para a Segurança Social poderá chegar à reforma sem saber, afinal, em que condições poderá fazê-lo. E se forem incentivados sistemas privados de pensões, estará a ser transferido para o negócio financeiro dinheiro que deve continuar a garantir uma Segurança Social pública, universal e solidária.
A Segurança Social não pode transformar-se num negócio para bancos, seguradoras e fundos de pensões. As contribuições dos trabalhadores não são capital para especulação financeira: são um direito social e devem garantir proteção na doença, no desemprego, na velhice e na reforma.
É igualmente necessário rejeitar a ideia de que a única forma de garantir a sustentabilidade do sistema passa por trabalhar mais anos e receber menos. Há outras opções: combater a precariedade, aumentar os salários, garantir emprego com direitos, assegurar a efetiva contribuição de todas as formas de trabalho e reforçar as receitas da Segurança Social.
Quem trabalha não pode aceitar que lhe seja apresentada como inevitável uma reforma que significa trabalhar mais, descontar durante mais tempo e receber menos.
O caminho não é retirar direitos. É garantir o direito à reforma, defender pensões dignas e assegurar uma Segurança Social pública, universal e solidária.
Por isso, é necessário travar este caminho e fazer ouvir a voz dos trabalhadores.
Não aceitamos jogar na roleta o dinheiro das nossas reformas!
Organiza-te. Participa. Luta. A Segurança Social é um direito — não é um negócio.
É preciso lutar!


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