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Mais de meio milhar de quadros sindicais da FENPROF reunidos esta quarta-feira em Lisboa

A FENPROF reuniu dirigentes e delegados sindicais dos seus sete sindicatos na Voz do Operário, em Lisboa, para analisar o último ano de luta dos professores e educadores, mas, principalmente, para debater e preparar a ação reivindicativa do ano letivo que agora se inicia.


Registe-se o elevado número de intervenções que abordaram os diversos aspetos da ação reivindicativa e do comprometimento dos delegados e dos dirigentes sindicais com a mobilização, organização e ação nos locais de trabalho, mas também com a necessária sindicalização.





Saliente-se a importância que, unanimemente, foi atribuída à sobriedade da organização da ação sindical no ano letivo passado, através da qual, sem embarcar em aventureirismos, nem em voluntarismos torpes, que indicavam o tudo ou nada como estratégia da ação a desenvolver, a FENPROF foi capaz de manter elevados níveis de mobilização e a porta aberta à negociação.


Resultado desta forma de estar na vida sindical, saliente-se que o modelo de vinculação, longe de responder às necessidades efetivas da profissão, garante a vinculação de milhares de professores e estabelece limites à intervenção das câmaras municipais e das CIM na vida das escolas. Fruto da forte luta e do esclarecimento dos docentes que nenhuma organização, como a FENPROF o fez, foi capaz de realizar, o resultado final é hoje, melhor do que aquilo que estabelecia como comprometimento dos governos em abrir caminho à vinculação.


Também o processo de vinculação dos professores das escolas de ensino artístico, designadamente a António Arroio (Lisboa) e Soares dos Reis (Porto), que resultou num acordo – a FENPROF subscreve acordos quando eles servem os interesses e respondem aos direitos dos professores – é fruto da forte e persistente luta destes docentes e da ação da FENPROF.

No encerramento deste Plenário que reuniu mais de 500 ativistas, delegados e dirigentes sindicais, o Secretário-Geral reforçou a necessidade de prosseguir a luta pela valorização da profissão, pois, apesar dos muitos objetivos alcançados, ainda há questões muito importantes por resolver.

Mário Nogueira lembrou que não se trata apenas da recuperação do tempo de serviço cumprido, mas da resolução das ilegalidades nos horários de trabalho dos professores, da criação de um regime específico de aposentação, do combate à precariedade, da eliminação das quotas e vagas para progressão na carreira, entre muitas outras questões a que o governo terá que dar resposta, de modo a valorizar a profissão, torná-la atrativa e, dessa forma, enfrentar o maior desafio que se coloca à Escola Pública atualmente: a falta de professores qualificados nas escolas.




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