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Professores dizem basta: é tempo de lutar!

  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Na negociação com o MECI sobre seleção, contratação e recrutamento de pessoal docente, o Governo confirmou aquilo que os professores já temiam: falta de vontade política para resolver os problemas estruturais da profissão e insistência num caminho de desvalorização e precarização.


As propostas apresentadas estão longe de responder às necessidades das escolas, ignoram questões centrais como a estabilidade dos vínculos, a transparência e justiça nos processos de recrutamento e a valorização efetiva da carreira docente.


O Governo não pode continuar a tentar iludir os professores, nem a opinião pública. Aquilo que está em causa não são meros ajustamentos técnicos — é o futuro da profissão docente e da Escola Pública. E esse futuro exige respeito, investimento e soluções sérias.


Os professores e educadores exigem:

  • o fim da precariedade e a garantia de vínculos estáveis;

  • um regime de recrutamento justo, transparente e nacional;

  • a valorização da carreira docente, sem retrocessos nem manobras dilatórias;

  • respeito pela especificidade da profissão e rejeição da sua diluição no quadro geral da Administração Pública.


Perante a ausência de respostas, cresce a contestação nas escolas. Os plenários multiplicam-se e enchem-se, dando expressão a uma indignação profunda e generalizada. Os professores estão fartos de promessas vazias, de encenações negociais e de políticas que desrespeitam quem assegura, todos os dias, o funcionamento da escola pública.


É neste contexto que a mobilização de todos é decisiva. Apelamos ao envolvimento ativo nas iniciativas da semana de reflexão e luta, bem como no 1.º de maio e na Manifestação Nacional de 16 de maio.


Ao Governo deixamos um aviso claro: os professores não recuarão na defesa dos seus direitos, da sua profissão e da Escola Pública.


Com unidade, determinação e luta, seremos capazes de impor as mudanças que o país precisa.


A participação dos professores dando visibilidade ao descontentamento que sentem é um sinal claro do que estão disponíveis fazer.



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