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- Comemorações Populares do 25 de Abril, em Coimbra
Como é habitual, o SPRC integra as Comemorações Populares do 25 de Abril em Coimbra, envolvendo-se empenhadamente na sua dinamização, a partir da iniciativa tradicionalmente assumida pelo Ateneu de Coimbra. Nesse sentido dirigimos um apelo aos docentes e investigadores que participem nas iniciativas, pelo que damos conhecimento das iniciativas agendadas para a segunda quinzena, com destaque para a noite de 24 de Abril (Queima do fascismo) e a Marcha pela Liberdade de 25 de Abril. Viva o 25 de Abril! 25 de Abril, Sempre! 25 de Abril, 1.º de Maio e 18 de Maio: Lutar, Comemorar, Votar! O SPRC está presente em toda a região nas comissões promotoras das comemorações do 25 de Abril, lado a lado com associações e o movimento sindical unitário. Em todo o país, multiplicam-se iniciativas culturais, políticas, espetáculos e exposições que dão vida aos valores de Abril. Comemorar o 25 de Abril é, hoje como sempre, defender os direitos de quem trabalha. Por isso, a participação nas ações do 1.º de Maio é essencial — um momento forte de afirmação e de luta dos docentes e de todos os trabalhadores. Mas a luta não pode parar aí. É preciso levá-la até ao voto! O ato eleitoral de 18 de maio acontece após estas datas simbólicas e ganha, por isso, uma importância redobrada. O futuro político do país está em jogo — e é com ação, mobilização e participação que podemos construí-lo.
- Inscrição na CGA: MP e TCAN indeferem recurso de governo (CGA e ISS),dando razão aos professores e à FENPROF
TC - oficial, site TC |. São dois, e convergentes, os recentes pareceres do Ministério Público (MP) do Tribunal Central e Administrativo do Norte (TCAN) relativamente aos recursos apresentados por CGA, Ministério da Educação e Instituto de Segurança Social, IP (ISS): favoráveis a que sejam considerados improcedentes os recursos, na sequência do pronunciamento de tribunais de 1.ª instância. O primeiro parecer do Ministério Público, datado de 7 de abril, refere que "É irrelevante a existência de interrupções temporais entre contratos, quer se trate de uma interrupção de dias, meses ou anos do exercício de funções públicas docentes" e conclui que, no caso concreto, a docente "não deveria ter passado a descontar para a Segurança Social com a assinatura do contrato, em 17/4/2008, devendo ter continuado a efetuar descontos para a Caixa Geral de Aposentações como ocorreu até então. Termos em que somos de parecer que este recurso deverá improceder" . Apenas dois dias depois, em 9 de abril, uma outra magistrada do MP do TCAN, na sequência de recurso da CGA sobre decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, proferiu "somos de parecer que não restam dúvidas de que o n.º 2 do artigo 2.º da Lei 45/2024 padece de vício de inconstitucionalidade por violação do princípio da confiança ínsito no artigo 2.º da CRP, devendo, pois por isso ser recusada a sua aplicação" , concluindo que "deve ser negado provimento ao presente recurso, mantendo-se na íntegra a sentença recorrida" . Também a Provedoria de Justiça, na sequência da intervenção da FENPROF, se pronunciou em 10 de abril. No ofício enviado à FENPROF, a Senhora Provedora de Justiça refere que a competência que a CRP confere à Provedoria de Justiça "restringe-se à capacidade de fazer iniciar junto do Tribunal Constitucional um processo de fiscalização abstrata da constitucionalidade de normas" . Continua escrevendo que as dúvidas colocadas pela "autodenominada lei interpretativa" [expressão usada pela Senhora Provedora de Justiça] são de outro âmbito, considerando que "os problemas de constitucionalidade de normas que eventualmente se coloquem só em processos concretos de constitucionalidade podem vir a ser resolvidos" . Essa, contudo, no entendimento da Senhora Provedora, não é competência atribuída à Provedoria de Justiça, mas sim aos tribunais superiores. Importa notar que esses, unanimemente, têm-se pronunciado favoravelmente à pretensão dos professores e à posição defendida pela FENPROF. Face ao número de sentenças que referem a inconstitucionalidade do disposto na Lei n.º 45/2024, o Tribunal Constitucional irá mesmo pronunciar-se sobre a constitucionalidade da referida lei. O Secretariado Nacional da FENPROF #SPRC #FENPROF #CGA #Tribunalconstitucional
- Atestado Multiuso
Foi publicada a Portaria n.º 171/2025/1, de 10 de abril que determina a desmaterialização dos processos de junta médica de avaliação de incapacidade, aprova a lista de patologias que podem ser objeto de emissão de atestado médico de incapacidade multiuso, com dispensa de junta médica de avaliação de incapacidade, e emite novas disposições relativas às juntas médicas de avaliação de incapacidade.
- Eleições legislativas, 18 de maio de 2025 - Levar a luta até ao voto!
A luta dos professores e educadores tornou inevitável: A recuperação do tempo de serviço, apesar das insuficiências da solução adotada pelo governo; A criação de um apoio a docentes deslocados, ainda que a sua aplicação generalizada tivesse sido aprovada, posteriormente, no Parlamento contra a vontade do governo; A melhoria do regime de mobilidade por doença, embora mantendo o injusto formato de concurso; A tomada de algumas medidas visando mitigar a falta de professores, mas muito insuficientes e, nesse contexto, desvalorizando o valor da hora extraordinária. A queda do governo no final do primeiro ano da Legislatura, não lhe permitiu concretizar medidas muito negativas que merecem uma clara rejeição por parte dos professores e educadores Do programa do atual governo (apresentado na Assembleia da República em março de 2024) constam: A desvalorização da graduação profissional nos concursos e a adoção de critérios inaceitáveis, tais como a (injusta) avaliação de desempenho; A criação de um “estatuto de diretor”, na prática, profissionalizando uma função que deverá integrar as responsabilidades docentes e ser de eleição democrática; A redução do papel do ministério a mero regulador do sistema, desresponsabilizando-o de obrigações e favorecendo o tratamento do público e do privado em pé de igualdade; O aprofundamento do processo de municipalização da Educação, apesar de, comprovadamente, esta não ser solução para os problemas da Escola Pública e dificultar a concretização do direito constitucional à Educação; A revisão da Lei de Bases do Sistema Educativo por forma a acomodar os objetivos acima enumerados. No que se refere à revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) Os ministérios da Educação e das Finanças previam rever o que consideraram ser a “carreira docente não revista”, deixando implícita a extinção da carreira docente como corpo especial e consequente integração no regime geral (Tabela Remuneratória Única – TRU, progressão por pontos, conversão de quadros em mapas de pessoal ou alteração da natureza do vínculo). Estes objetivos programáticos não caíram com o governo e se o próximo tiver condições tentará levá-los por diante. Os/as professores/as e a FENPROF não aceitarão esse caminho. A decisão é de todos/as nós, mas começa em cada um(a) de nós!
- Protocolo de Cooperação SPRC – Ateneu de Coimbra (Universidade Popular)
O Sindicato dos Professores da Região Centro assinou um Protocolo de Cooperação com a Universidade Popular de Coimbra, a última secção criada pelo Ateneu de Coimbra, este ano. Com esta decisão foi dado mais um passo para facultar formação de qualidade (o que inclui seminários, debates e cursos de formação, abertos a um público muito abrangente ou especificamente para professores). Com esta ação, estamos convictos que ficam criadas especiais condições para ampliar aquela que era uma ideia de Bento de Jesus Caraça para uma formação cultural integral do cidadão. CURSO "FILOSOFIA" por João Maria André É neste contexto que divulgamos o curso “Filosofia”, lecionado pelo Prof. Doutor João Maria André, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, cujas condições de acesso, programa e ficha de inscrição podem ser consultados em https://www.upopular.ateneudecoimbra.pt/filosofia . O Curso Com este Curso de Filosofia , pretende-se apenas fazer uma introdução geral a alguns temas da área da Filosofia, sem naturalmente tentar ser exaustivo, quer pela área, quer por condicionamento de tempo, quer por limitações do próprio docente. Escolheu-se um conjunto de temas que preenchem algumas áreas fundamentais do pensamento filosófico, os quais serão explorados em termos históricos e críticos, numa linguagem que procurará ser acessível a quem tem bases filosóficas menos aprofundadas, pois pensamos ser esse o objetivo de tais cursos numa Universidade Popular. De fora ficam sobretudo duas áreas que parece merecer cursos especiais por docentes que nelas sejam especialistas: A Estética, por um lado, e a Filosofia Política, por outro. Os responsáveis pela Universidade Popular saberão encontrar forma de suprir a ausência. Datas 7, 14 e 21 de maio, das 18h00 às 19h30 10, 17 e 24 de setembro, das 18h00 às 19h30 Local Sala de Formação do Sindicato dos Professores da Região Centro , Rua Bernardim Ribeiro, Coimbra Nota Informativa: Por esta ação não ser acreditada para efeitos de progressão na carreira, através do protocolo SPRC/Universidade Popular, são criadas condições especiais para os sócios do SPRC. Informa-se, no entanto, que as ações que venham a ser realizadas e que sejam elegíveis para efeitos de progressão na carreira, serão gratuitas para os associados do SPRC. O Centro de Formação do SPRC #UniversidadePopular
- Anabela Sotaia, Francisco Gonçalves e José Feliciano Costa substituem Manuela Mendonça e Mário Nogueira
O 15.º Congresso Nacional dos Professores (Federação Nacional dos Professores) tem por lema “Valorização, já! Por uma Profissão com Futuro e uma Educação Pública de Qualidade!”. Reveste-se de uma importância singular, não apenas no contexto das discussões e deliberações sobre as políticas educacionais e laborais em Portugal, mas também porque é o evento que define a direção da organização para o futuro próximo. Este Congresso, que se realiza de três em três anos, é uma plataforma fundamental para os profissionais da educação debaterem os desafios e as oportunidades que se colocam ao setor. A eleição dos corpos gerentes para o mandato de 2025-2028 é um dos pontos altos do Congresso. Os dirigentes eleitos têm a responsabilidade de conduzir a FENPROF através de um período que se prevê desafiante, dada a necessária atenção a dar às políticas educativas e às mudanças sociais e económicas que afetam o ensino. A escolha da nova coordenação da FENPROF é um momento crucial, pois terá a missão de representar os interesses dos professores e educadores, coordenar as negociações com o governo e promover melhorias nas condições de trabalho e na qualidade da educação. Francisco Gonçalves (da coordenação do SPN) e José Feliciano Costa (presidente do SPGL) são a proposta dos Sindicatos para Secretários-gerais, uma solução colegial que continua a experiência bem-sucedida no último mandato. Anabela Sotaia (da coordenação do SPRC) será a nova presidente do Conselho Nacional da FENPROF , proposta que sai também do consenso de todos os sindicatos membros da Federação. Processo Democrático O processo de eleição é conduzido de forma democrática, garantindo que, na FENPROF, todos possam participar e expressar as suas opiniões e preferências. Este envolvimento ativo dos sindicatos membros reforça o caráter representativo e inclusivo da organização, assegurando que os eleitos refletem a vontade e os interesses da maioria. Foi neste quadro que foi anunciada hoje a proposta de coordenação dos sete sindicatos da Federação para a mudança que será operada nos órgãos, cabendo, agora ao Congresso ratificá-la ou rejeitá-la, tudo indicando que, havendo tão grande unanimidade, serão Francisco Gonçalves e José Feliciano Costa quem assumirá colegialmente a coordenação do Secretariado Nacional da FENPROF, órgão de representação dos vários sindicatos regionais. A importância do congresso e das eleições transcende a esfera interna da FENPROF, tendo repercussões significativas no panorama educativo nacional. As decisões tomadas e os órgãos eleitos influenciam diretamente a capacidade de resposta na defesa das condições de trabalho dos professores, da democracia nas escolas e, em última análise, da qualidade do ensino oferecido aos alunos. Por isso, o 15.º Congresso da FENPROF não é apenas um evento para os profissionais da Educação, mas também um momento importante para todos os que se preocupam com o futuro da Educação em Portugal.
- SPRC pela reabertura do Bolinha de Neve - Covilhã
O SPRC não poderia deixar de estar presente na “Caminhada pelo direito à educação / Unidos pelo “Bolinha de Neve”/Juntos pelas crianças da Cidade” organizada pela Comissão de Pais do vulgo “Colégio das Freiras”. A nossa presença nesta iniciativa vem na sequência da luta contra o encerramento dos Infantários ISS.IP (2012,2013,2014 e 2018) que, fruto das políticas contra a escola pública protagonizadas pelo PSD/CDS e da falta de vontade e inação do PS no governo do país e da Câmara Municipal da Covilhã, veio a ter como desfecho o encerramento do emblemático “Bolinha de Neve”! Ora o “Bolinha de Neve” faz falta às crianças, às famílias, à cidade e até nem é resposta suficiente para as graves carências nesta área tão sensível pois, já em 2024, havia 324 crianças em lista de espera no concelho! Faz falta e deve ter gestão pública! É o momento de se corrigirem erros passados! Todavia, a solução que se desenha para as 165 crianças que frequentam o “Colégio das Freiras” e para as mais de duas dezenas de funcionários que lá trabalham, quer por parte da Comissão de Pais, quer por parte da Câmara Municipal, não aponta para uma gestão pública, de onde nunca deveria ter saído! Das declarações publicadas, no rescaldo da “Caminhada”, realçamos com estupefação, as do presidente da Câmara, Dr Vítor Pereira, sabendo ele que: - a Câmara Municipal da Covilhã “assumirá as obras necessárias para o seu licenciamento” e que “se disponibiliza a pagar as obras necessárias, porque vão ser precisas obras de algum vulto”… - o edifício é do Estado – Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, declare, este autarca, que lhe é indiferente o tipo de gestão que venha a governar o “Bolinha de Neve”! O SPRC não pode compactuar com esta parte da solução. Nada nos move contra a IPSS que aceita gerir o “Bolinha de Neve” mas, a caminhar-se nesse sentido, mais uma vez, está o Estado a ser perdulário e a desbaratar o dinheiro dos nossos impostos, o dinheiro de todos nós, em vez de assumir as suas verdadeiras responsabilidades! A Constituição da República Portuguesa afirma que incumbe ao Estado criar um “sistema público e desenvolver o sistema geral da Educação Pré-Escolar”. A solução que se aponta contraria este importante desígnio e o conceito de “sistema público” encontra-se completamente adulterado. O SPRC continuará a afirmar e a lutar para que o governo, seja ele qual for, atue no sentido de cumprir o caminho da Escola Pública que é a que dá garantia de ser para todos e que a todos tem de acolher e atender nas suas especificidades. A DDCB do SPRC/FENPROF Covilhã, 07.04.2025 #SPRC #BolinhadeNeve
- Por um Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito, consagrado na Constituição
A CGTP-IN assinala o Dia Mundial da Saúde, reafirmando a necessidade urgente de defender e reforçar o SNS – Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito, consagrado na Constituição, artigo 64º relativo à saúde, que garante a protecção da saúde como um direito fundamental. Marcámos presença na Guarda e em Coimbra, em frente ao Hospital dos Covões, mas também em Castelo Branco e em Leiria O SNS tem sido fonte de progresso social, de que são exemplos a drástica redução da mortalidade infantil, o aumento da esperança média de vida, a redução da mortalidade, uma elevada cobertura vacinal e tratamentos inovadores, sendo ainda de destacar a capacidade de resposta à pandemia Covid-19, enquanto os privados fecharam a porta. Apesar disto, as últimas décadas têm sido caracterizadas por um grande desinvestimento público em saúde e no Serviço Nacional de Saúde. As opções de direita de sucessivos governos, potenciadas pela acção dos grupos económicos privados que visam a sua destruição, a fim de transformar a saúde no negócio da doença, fragilizaram profundamente o Direito Constitucional à Saúde, e traduziram-se num subfinanciamento crónico, na desvalorização profissional, com a degradação progressiva dos salários, das carreiras, dos horários e das condições de trabalho e na generalização do modelo de gestão baseado na nomeação política. Este modelo desencorajou o investimento em equipamentos e tecnologia, impôs custos insuportáveis para muitos utentes, conduziu a filas de espera para consultas, tratamentos e cirurgias por longos meses, senão anos, criando o ambiente necessário para justificar a entrada de grupos privados. Em menos de um ano de mandato, o Ministério de Saúde acumula exonerações, demissões e não reconduções, sem qualquer justificação, e sem respostas para a população: serviços de urgência totalmente inoperantes, com urgências obstétricas e urgências gerais fechadas umas atrás das outras; doentes urgentes obrigados a ligar para o 112 à porta dos hospitais; um número elevado de cidadãos sem médico de família; longas listas de espera para consultas e cirurgias. Apressadamente, o governo AD, a poucos dias da sua queda, aprovou o regresso ao modelo de concessão e gestão privada (PPP) de 5 grandes hospitais, Braga, Amadora-Sintra, Vila Franca de Xira, Loures e Almada, que incluem 174 Unidades Locais de Saúde. Segundo dados do INE, em 2023, o número de hospitais privados já ultrapassava o número de hospitais públicos (130 privados, 111 públicos e 1 em regime de PPP). A execução financeira do Orçamento do Estado em 2024, demonstra que mais de metade do orçamento da saúde foi transferido para o sector privado, 54,16 % do valor total das despesas em Saúde, a que corresponde 8.424.500.000 €. O acesso à saúde piorou, a situação do SNS é caótica e degrada-se a cada dia que passa. É urgente reforçar o SNS para responder às necessidades em saúde, dotando-o dos meios necessários, acompanhar a constante evolução tecnológica e o avanço da ciência e da medicina, e retomar programas de promoção da saúde e prevenção da doença. Defender e reforçar o Serviço Nacional de Saúde é uma exigência de todos os trabalhadores, reformados e pensionistas, dos jovens e das mulheres, das populações do litoral e do interior, para garantir o direito de todos, independentemente da sua condição económica ou social, à Saúde. José Correia | Comissão Executiva do Conselho Nacional
- Por um início de carreira de investigação digno na UC: Carta Aberta recolhe Assinaturas
O núcleo de Coimbra da Associação de Bolseiros de Investigação Científica encontra-se a recolher assinaturas para uma Carta Aberta que defende um início de carreira digno na investigação científica na Universidade de Coimbra (UC). O documento será depois entregue à Reitoria e ao Conselho Geral da instituição. A Carta resulta da discussão que decorreu no plenário de 30 de janeiro, e que contou com a participação de diversos bolseiros de investigação inscritos em cursos da Universidade de Coimbra. O documento visa, assim, expor as preocupações levantadas durante o encontro e apelar à tomada de medidas concretas para melhorar as condições dos doutorandos e bolseiros de investigação, enquanto pilares da investigação científica de excelência produzida na UC. Das preocupações levantadas, fazem parte a desigualdade na gestão dos programas doutorais, a disparidade na atribuição de espaços físicos de trabalho (com relatos de casos de doutorandos sem sequer uma secretária atribuída onde possam utilizar o seu computador pessoal para o trabalho de pesquisa), a precariedade perpetrada pela UC e ainda os cursos não conferentes de grau sem programa curricular que constituem uma forma de contornar a contratação. Tudo isto leva a que investigadores sintam uma grande desmotivação e falta de reconhecimento da parte da própria Universidade. Trata-se, pois, de situações inadmissíveis numa instituição com o prestígio e responsabilidade pública da UC. O núcleo de Coimbra da ABIC convida toda a comunidade académica a associar-se a este apelo por uma adoção de medidas concretas para assegurar a equidade na gestão dos programas doutorais, a transparência na utilização dos fundos e a dignificação das condições de trabalho de investigadores em início de carreira, bem como a valorização dos/as profissionais, substituindo a abertura de concursos de bolsas para projetos de investigação feitos na UC por contratos de trabalho. A recolha de assinaturas decorre até maio e pode ser feita online, através da ligação https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6AWzaN1CKPhN9JNE_iHMqx4287A5JiquEkoRIVcWRInZExA/viewform?pli=1&pli=1 Esta carta aberta em apenas três semanas de recolha conta já com 150 assinaturas. A entrega da carta aberta à Reitoria e Conselho Geral está prevista, com manifestação na Porta Férrea, para o dia 16 de maio, sexta-feira, pelas 11h30 . Para este momento, o núcleo da ABIC convida igualmente toda a comunidade a marcar presença.
- O que os rankings escondem e a luta dos professores procura
Por Mário Nogueira , Secretário-Geral da FENPROF e Presidente da Mesa da Assembleia Geral do SPRC Imagem: freepik Pelo 25.º ano consecutivo são publicados rankings de escolas que darão lugar a um surto de propaganda sobre as “boas” e a apreciações catastróficas sobre as “más”. Dirão que as “boas” são privadas e as “más” públicas. Para credibilizar a catalogação, dir-se-á ter sido considerada a origem socioeconómica dos alunos, apesar de o ministério apenas divulgar a dos que frequentam escolas públicas. Os rankings dificultam o trabalho das escolas , especialmente das situadas em zonas de maior complexidade social, que surgem como as piores, discriminando e desmoralizando alunos, professores e famílias, em vez de estimular. Esta catalogação é injusta , face ao trabalho desenvolvido pelas comunidades educativas, confundindo e distorcendo a realidade. Em 2004, o Centro de Investigação das Políticas do Ensino Superior, da Fundação das Universidades Portuguesas (CIPES), no estudo “Um Olhar sobre os Rankings”, considerou-os “ calamidade pública ”. Em 2005, na apresentação da investigação realizada no âmbito do Programa AVES (Avaliação de Escolas com Ensino Secundário), os rankings foram considerados a imagem mais " liofilizada e ignorante " que se pode ter sobre o que é uma escola. Nos rankings comparam-se médias que, nas escolas públicas, nunca serão iguais ou superiores às dos colégios, pois aquelas não excluem ninguém, antes tentam incluir todos os alunos. O sucesso de muitos não é obter nota para aceder ao Ensino Superior, mas concluir a escolaridade obrigatória. Alcançado, esse também é o sucesso da escola. Há exemplos que confirmam a perversão dos rankings: a Secundária Alves Martins, em Viseu, em 2024, foi a que teve mais alunos (548) com 20 valores nos exames; a segunda foi a Secundária Carlos Amarante, em Braga (523). Ambas públicas, tendo ficado, respetivamente, em 47.º e 124.º no ranking da Renascença e em 71.º e 168.º lugar no de outros órgãos de comunicação social. Confirmando que os rankings escondem muita informação importante , um estudo, de 2019, da Universidade do Porto, envolvendo alunos oriundos de 64 escolas, concluiu que os das públicas tinham mais sucesso no Ensino Superior . Em 2022, a Universidade Complutense de Madrid concluiu que os alunos provenientes de escolas públicas tinham uma taxa de sucesso superior em 63% aos dos colégios privados . Isto não significa que os professores são melhores num setor do que noutro, mas, dadas as caraterísticas e a natureza de cada setor, o trabalho nas escolas públicas é bastante mais exigente. A integração de todos os alunos em ambientes inclusivos, mesmo com falta de recursos importantes, não tem afetado os resultados escolares . Pelo contrário, são incomparavelmente melhores do que há 18 anos . A melhoria dos resultados foi de sentido inverso à do investimento em Educação , o que confirma que, apesar das desajustadas políticas e da falta de investimento, os profissionais, os alunos e as famílias, superando-se, têm feito a diferença. Entre 2007 e 2024, as verbas para a Educação aumentaram 16,9%; nesse período a inflação foi de 32,65%. Em 2007 representavam 3,41% do PIB e em 2024 apenas 2,45%, menos de metade dos 6% recomendados por organizações internacionais como a UNESCO, UNICEF, OIT ou Internacional de Educação. Apesar do subfinanciamento, das escolas saiu a geração de jovens mais qualificada de sempre : mais pessoas com o secundário, mais no ensino superior, mais licenciados, mais mestres e doutorados. O que não há são melhores salários , mais estabilidade no emprego e menos desemprego. Portugal é o 4.º país europeu com a taxa mais elevada de desemprego jovem, sendo na ordem dos 30% os que emigram. Comparando o número de crianças/alunos de 2007 , na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básico e Secundário, com os de hoje, há uma redução de 9% ; nesse período, o decréscimo de docentes atingiu 14% . Apesar do subfinanciamento e de o número de docentes ter sofrido maior redução, face ao de estudantes, os resultados são muito positivos : o abandono escolar precoce baixou de 36,5% para 8,1%; a taxa de retenção no Ensino Básico de 4%, para 1,8%; no Ensino Secundário foi de 24,8% para 8,6%; o número de estudantes no Ensino Superior aumentou em 15,6%. Também há melhoria nos resultados obtidos na discutível avaliação PISA entre 2006 e 2022 (última realizada). Na leitura passou de 75,1% para 76,9%; na matemática de 69,1% para 70,3%; nas ciências de 75,5% para 79,2%. É, pois, difamatório o discurso detrator da escola , designadamente da Escola Pública, do atual estado da Educação e dos seus profissionais, insinuando que passam o tempo em lutas para melhorar a situação profissional, com prejuízo das aprendizagens dos alunos. Lutam, é verdade, e desde 2007 houve momentos elevadíssimos de luta , todos com resultados positivos. Em 2008 foram as primeiras grandes manifestações, com mais de cem mil docentes, de que resultou o fim da divisão da carreira em categorias; em 2013 foi a prolongada greve às avaliações finais que terminou com o governo a não transferir mais de cinco mil docentes para a “requalificação”, antecâmara do desemprego; em 2023 foram as maiores greves e manifestações de sempre, inicialmente de âmbito distrital, culminando, em 11 de fevereiro, com a maior manifestação nacional de professores realizada em Portugal, levando à recuperação do tempo de serviço. Houve outras lutas não menos importantes, mas os docentes nunca se despersonalizaram e cumpriram zelosa e escrupulosamente a sua função educadora e formadora . Esse foi e continuará a ser o grande exemplo dos professores portugueses. A sua luta é e será sempre por melhor escola, melhor educação e gerações de jovens melhor qualificadas, tornando-a uma luta de toda a sociedade. Uma luta que deve continuar , pois a desvalorização da profissão levou quinze mil jovens a abandoná-la , só nos últimos seis anos. Entre 2010, antes da "troika", e 2025, o salário a meio da carreira (5.º escalão) cresceu 10,3% e o do topo 4,5%. Nestes 15 anos, a inflação foi de 31,51%, mas a quebra foi superior, devido à perda de tempo de serviço, a par da degradação das condições de trabalho. As referências temporais deste artigo são de um período em que coordenei a FENPROF , a mais representativa organização sindical de docentes. Uma organização que lutou pelos direitos dos profissionais, mas com os olhos postos na melhoria das aprendizagens dos alunos, sabendo que uma e outra coisa são indissociáveis. Assim continuará a ser, pois a FENPROF não é uma organização corporativa; é e será sempre solidária, sabendo que a educação é fator determinante de progresso e desenvolvimento das sociedades . (Opinião do autor publicada em 4 de maio de 2025 | Rádio Renascença on-line ) Posição da FENPROF sobre os Rankings #ranking #fenprof #sprc #avaliação
- Publicada a Lei 38/2025 - Apoio à deslocação de docentes para longe das suas residências
Foi publicada a lei que obriga a alargar o apoio a docentes deslocados para além das escolas classificadas como carenciadas. Imagem WIX | Esta lei introduz alterações no Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro, que acabarão com a discriminação que ele promovia ao considerar, apenas, as escolas carenciadas para efeitos de atribuição de apoios à deslocação. Esta lei decorre de um projeto apresentado pelo BE, uma das muitas iniciativas parlamentares possibilitadas pela discussão das quatro petições que a FENPROF levou à Assembleia da República já no ano passado e que versavam temas centrais para a profissão docente (precariedade laboral, a aposentação, os horários e outras condições de trabalho e a carreira, com destaque para a contagem do tempo de serviço). A petição “Eliminar a precariedade na profissão docente” foi identificada como a que deu origem à iniciativa legislativa. O projeto de lei foi aprovado no plenário (sessão de 06.03.2025) com os votos contra do PSD e do CDS e a abstenção da IL. A lei publicada estabelece que as alterações que permitirão o justo alargamento da atribuição de apoios a docentes deslocados – ainda que, como a FENPROF também considerou, tal como estão definidos, sejam limitados e insuficientes – entrarão em vigor apenas com a aprovação do Orçamento do Estado para 2026. Lei 38/2025 - Alarga o direito ao subsídio de deslocação a outros docentes que não apenas os das escolas carenciadas
- Jovens na rua, em Lisboa, pelas suas vidas e pelo país de todos nós! Há ato mais solidário e de esperança no futuro do que este?
Jovens trabalhadores de todo o país voltaram à rua, na Manifestação Nacional da Juventude Trabalhadora, organizada pela InterJovem-CGTP-IN e concentraram-se, no final, junto à Assembleia da república. Reivindicam melhores salários, acesso à carreira, estabilidade de emprego, direito a uma vida e a um mundo melhor. Gritaram-se também slogans de apelo à Paz, à Habitação, à Saúde e à Educação. Os professores e educadores não podiam deixar de estar, fazendo, também, ouvir a sua voz. Algumas dezenas de docentes marcaram presença e levaram consigo as suas reivindicações, que associaram às outras, as que são de todos. Esta participação é uma participação e uma afirmação de esperança, de acreditar que é possível construir um país, uma sociedade, um mundo melhores. Jovens que são o futuro do país e que não deixam de acreditar que é possível fazer mais e melhor. A luta contiinua pela profissão e por direito a um país democrático, livre e solidário! Nas escolas e na rua!












